segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013


QUERMESSE:

Quando morava na Vila Monteiro era de praxe durante a noite

nos finais de semana juntamente com Bira Louco e um grupo de

jovens cantar musicas da Jovem Guarda e uma versão   da

música dos BEATLES.

Nesses encontros corria muita cachaça e um pito do capeta, entre

uma cantoria e outra, a pinga descia escorregadia e ninguém fazia

cara feia.  Num final de semana resolvemos darmos um pulo até    a

QUERMESSE da igreja Santo Antônio no bairro do mesmo nome,  /

cantando pelo caminho fomos nós, ao chegar gemamos uma olhadela

nas meninas e nas barracas expostas para jogos e lanches.

Entre um jogo aqui e outro lá, também encontrávamos tempo para

flertar uma “MINA”, o tempo passava rapidamente, pois sabíamos /

que a QUERMESSE terminava às 23:00hs.

Quando estava para terminar a festa, já no final um colega jogando

argolas ganhou uma peça de mortadela, então como já estávamos meio

altos, compramos um garrafão de cinco litros de vinho sangue de boi,  a

fim de beber e comer durante a volta.

Quando chegamos no ponto inicial comecei a passar mal. Até que cai ao

chão, os colegas rapidamente me encaminharam ao Pronto Socorro no centro da

cidade, recebi  os primeiros socorros, mas como apresentava um quadro clinico

desfavorável  fui levado ao hospital.

Imediatamente fui  atendido por um médico que constatou coma alcoólica, de

imediato  fui internado num quarto e recebi o tratamento adequado, em função

disso  fiquei três dias hospitalizado.

Após minha saída tive que encarar a zanga que meu pai demonstrava, mas aos

poucos o velho foi se acalmando, quando de maneira constrangida tentei inventar

uma história, disse a ele que desconhecia que beber e comer mortadela não davam liga. 

Como castigo, fui proibido de ficar dois finais de semana sem  ir na esquina, onde

o grupo se reunia semanalmente, até hoje deixei de comer certos alimentos com bebidas

alcoólicas.  

Marco Leite

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