QUERMESSE:
Quando
morava na Vila Monteiro era de praxe durante a noite
nos finais de semana juntamente com Bira Louco e um grupo de
jovens cantar musicas da Jovem Guarda e uma versão da
música dos BEATLES.
Nesses encontros corria muita cachaça e um pito do capeta,
entre
uma cantoria e outra, a pinga descia escorregadia e ninguém
fazia
cara feia. Num final
de semana resolvemos darmos um pulo até
a
QUERMESSE da igreja Santo Antônio no bairro do mesmo nome, /
cantando pelo caminho fomos nós, ao chegar gemamos uma
olhadela
nas meninas e nas barracas expostas para jogos e lanches.
Entre um jogo aqui e outro lá, também encontrávamos tempo
para
flertar uma “MINA”, o tempo passava rapidamente, pois
sabíamos /
que a QUERMESSE terminava às 23:00hs.
Quando estava para terminar a festa, já no final um colega
jogando
argolas ganhou uma peça de mortadela, então como já
estávamos meio
altos, compramos um garrafão de cinco litros de vinho sangue
de boi, a
fim de beber e comer durante a volta.
Quando chegamos no ponto inicial comecei a passar mal. Até
que cai ao
chão, os colegas rapidamente me encaminharam ao Pronto Socorro
no centro da
cidade, recebi os
primeiros socorros, mas como apresentava um quadro clinico
desfavorável fui
levado ao hospital.
Imediatamente fui
atendido por um médico que constatou coma alcoólica, de
imediato fui
internado num quarto e recebi o tratamento adequado, em função
disso fiquei três
dias hospitalizado.
Após minha saída tive que encarar a zanga que meu pai
demonstrava, mas aos
poucos o velho foi se acalmando, quando de maneira
constrangida tentei inventar
uma história, disse a ele que desconhecia que beber e comer
mortadela não davam liga.
Como castigo, fui proibido de ficar dois finais de semana
sem ir na esquina, onde
o grupo se reunia semanalmente, até hoje deixei de comer
certos alimentos com bebidas
alcoólicas.
Marco Leite